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10 janeiro 2017

Rio Ave 2 - 2 Chaves - Duas formas de jogar o jogo

  No domingo assistimos a uma partida digna do jogo inventado à muitos anos que dá pelo nome de Futebol. Não foi o jogo mais espectacular, nem o jogo mais divertido de ver e de certeza que não foi um jogo tranquilo para os Rioavistas. Contudo foi uma partida digna deste jogo.
  Em campo tivemos duas equipas com duas formas distintas de encarar a partida. O Rio Ave tentou ser mais mandão em campo, jogar um pouco mais subido no terreno e assim tomar o pulso do jogo e controlar ao máximo o desenrolar dos acontecimento. Já o Chaves jogou mais na expectativa, baixou as linhas e convidou o Rio Ave para o seu meio campo na perspectiva de apanhar o Rio Ave em falso, explorando um erro colectivo ou individual, um passe ou uma finta a mais.
  O Rio Ave chegou primeiro ao Golo num lance muito bem trabalhado pelo Rúben Ribeiro, que parecendo atrapalhado, nunca trocou as pernas e na "hora H" soltou a bola para trás onde apareceu Tarantini. Depois parece que a equipa adormeceu ligeiramente na falsa ilusão de dominar o jogo. O Chaves não estava perigoso, mas o Rio Ave também não e assim ficou à merecer de um lance individual. Ele chegou e num gesto técnico muito interessante o Chaves empatou.
  Apanhando o Rio Ave em contra-pé, (talvez fruto do cansaço dos jogos acumulados vs frescura do Chaves), a equipa de Trás-os-Montes chegou à vantagem no marcador.
  Felizmente para o Rio Ave há Filipe Augusto, um excelente pé esquerdo, Roderick e Guedes, e assim o Golo do empate chegou,
  No final fica a divisão de pontos. Justa pela postura das duas equipas que quiseram algo do jogo. Infelizmente dois dos Golos conseguidos são fruto de erros importantes.

  Homem do Jogo: Hélder Guedes

  Muito trabalho em prol da equipa, marcou o Golo do empate. Falta algo mais a este Guedes. Falta o Guedes pré lesão que esteve muito bem na hora de atirar à baliza frente ao Marítimo e ao Sporting. Esperemos que seja o soltar o Ketchup.
  Dos restantes uma ressalva negativa para a exposição ao risco criada por Filipe Augusto, defeito antigo que o jogador (ou os treinadores que o sujeitam a tal) demora a colmatar. Ainda não se adaptou a intensidade do futebol europeu. Qualidade não lhe falta.

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