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16 setembro 2013

Rio Ave 0 - 1 Vitória de Guimarães

  Penso que há duas frases que clarificam o que parece estar a acontecer com o Rio Ave:
- Se se costuma dizer que não há fome que não de em fartura, com o Rio Ave parece ter havido uma fartura de Golos que está a dar em fome. (5 Golos em dois jogos e agora 5 Golos em 4 jogos, com duas derrotas por 1-0)
- Já tínhamos um Faraó do Egipto, agora parece que também temos um Deserto do Saara!
  Continuamos a não estar mal na tabela e se na semana passada perdemos de forma justa após jogo vergonhoso, agora perdemos porque as coisas correram, mais uma vez, muito bem ao "pobrezinho e coitadinho Guimarães que atravessa uma crise económica", uma equipa que tem tido muita felicidade a jogar em contra ataque.
  As internacionalizações "obrigaram", aparentemente, Nuno a mexer na equipa e o segundo onze do mister para esta época foi:

Sandro Lima substituído por Hassan aos 64min
Diego Lopes substituído por Del Valle aos 72min
Ukra substituído por Nuno Lopes aos 85min

  Foi um jogo rico do Rio Ave, um jogo melhor do que o que realizamos contra o Vitória de Setúbal. Neste jogo o Rio Ave teve mais oportunidades e marcou menos e o adversário teve menos oportunidades e marcou mais.
  Como já disse em cima o Guimarães é actualmente uma equipa de contra ataque, com um meio campo acabado de formar e por isso com pouca capacidade para segurar a bola. O Vitória foi mais mandou a favor do vento, mas muito devido à incapacidade de quem defendia contra o vento não conseguir avançar no terreno.
  O mesmo se verificou em relação ao Rio Ave, notando-se mais habito da nossa equipa em enfrentar a adversidade. Na primeira parte fomos uma equipa mais matura e contrariamos bem o adversário até aos 15min finais. Na segunda parte estivemos perto do Golo por várias vezes e o passar do tempo e incapacidade da equipa obrigou a mesma a arriscar mais. Erros na posse de bola deram mais hipóteses aos vitorianos e foi num desses erros que sofremos o Golo da derrota.



  Penso que no vídeo faltam alguns contos muito perigosos, para ambos os lados. Também aí tivemos muito perto do Golo. 
  Jogar com a lotaria do vento nunca é fácil, nem para a equipa da casa, mas desta vez Nuno, após um brilhante empate ao intervalo, só tinha a obrigação de ganhar.
  A equipa tem respondido mal ao desgaste em alguns sectores. No meio campo e na ala Tarantini e Braga não parecem estar a 100%, mas tem estado no banco a maior fragilidade da equipa, tanto nas soluções como no mister.
  Nuno está a começar o campeonato e começou com alguma folga após as duas vitórias. Penso que o mister trabalha melhor sobre pressão. Nuno demora a mexer e no último jogo, tal como no anterior, não foi capaz de surpreender com outro modelo de jogo mais ousado buscando a vitória.
  O mister insiste em substituir Diego Lopes e Ukra e insiste em trocas por troca. O Jogo estava empatado, o Rio Ave estava a favor do vento e quando podia procurar mais presença na área troca de avançado. Não era altura de aumentar a pressão sobre a defesa já recuada do Vitória? Nuno muito mal aqui.
  Também nas entradas de Del Valle e Nuno Lopes o treinador não foi feliz:
1- porque Del Valle acha/quer sempre fazer o último passe.
2- porque Nuno Lopes foi obrigado a fazer algo em que não o temos visto recentemente e a incompatibilidade com Del Valle foi notória.
  Nuno tinha que mexer porque se não mexesse e perdesse todos lhe caiam em cima, mas a verdade é que o banco não tinha melhor para lhe oferecer. No entanto se já estava (pareceu-me) planeada a troca de Sandro Lima por Hassan, Nuno devia ter 3 avançados no banco (salvo alguma lesão de Ronny). 

  Quanto a exibições, destacaram-se pela positiva os super Marcelo e Salin e bom Diego Lopes, que para aquelas funções não tem rival á altura (Diego Lopes pode sair quando as coisas não estiverem a resultar, ou o jogador não tiver mais para dar, mas o Rio Ave tem que ter outra maneira de jogar)

Nota final:
Para o querido arbitro que apitou o jogo. Um homem que levou o Guimarães ao colo, um homem que se preocupou mais com protestos do que com ataques à integridade física e um homem que após criticas dos adeptos do Rio Ave se pautou pela cede de vingança.
Os amarelos ainda se perdoa, errou! Mas quando o arbitro deixa invariavelmente o sufocado Vitória subir no terreno 3 e 5 metros quando este jogava contra o vento e obriga Salin a recuar 3 metros para dentro da pequena área, mostrou toda uma falta de coerencia, carácter e profissionalismo e por tanto incapacidade total para apitar um jogo de forma idónea.
O Rio Ave não pode mais deixar estas questões claramente tendenciosas passar em claro e neste jogo há provas visuais.

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