Uma grande segunda parte que não pude ver. Depois de Salin salvar muitas vezes a equipa, foi a vez da equipa o salvar.
Por isso o meu comentário de hoje ao jogo está um pouco condicionado pelos resumos e comentários alheios a que assisti.
O próprio treinador adversário admitiu que o resultado foi justo, mas por outro lado Nuno disse que ganhamos em tudo menos nas faltas, por isso... talvez merecêssemos mais?
Tivemos muitas oportunidades de facto, mas a falhar golos como Hassan, o empate é um castigo justo.
Nuno Espírito Santo não tinha jogadores relevantes condicionados e foi sem surpresa que voltou a apostar neste que tem sido o seu onze:
Diego Lopes substituído por Del Valle aos 82min
Braga substituído por Roderick aos 82min
Hassan substituído por Sandro Lima aos 90+3min
A equipa não entrou muito bem no jogo. Entrou baixa no terreno e as coisas estavam a complicar-se. Não passávamos do meio campo. No entanto é quando o Rio Ave começava a crescer no terreno que acontece o Golo.
Quase que podemos dizer que foi excesso de zelo de Salin, que saiu para cortar a bola. Esta inverteu o arco na fase final e traiu o jogador que teve medo de jogar com a mão fora da área. No entanto podia e devia ter socado com mais convicção. Ele foi o primeiro a perceber o erro que cometeu e louva-se a atitude da equipa que foi ajuda-lo a recompor-se.
Felizmente o Golo sofrido só serviu para dar mais força à nossa equipa e para a fazer sair da toca. Assumimos mais o jogo, abafamos os internacionais, os meninos feios que não servem para a selecção congelaram por completo o Sporting.
Na segunda parque, da qual pouco vi, o Rio Ave apareceu mais vezes e com mais perigo junto da àrea do Sporting ameaçando o Golo que acabaria por surgir de bola parada . Ainda bem que Tarantini criou mais uma arma para fazer tremer os adversários.
O Sporting sentiu-se ferido e quis voltar ao jogo. Podia ter chegado mais longe caso o arbitro tivesse visto a mão de Marcelo e caso Salin tivesse acusado o Golo sofrido, não acabando o jogo em grande.
No que toca às individualidades penso que é obrigatório destacar:
Marcelo, que tem feito um inicio de época fantástico e que esteve mais uma vez implacável.
Tarantini, que apareceu mais disponivel do que nos jogos anteriores.
Como não vi a melhor parte do Rio Ave não tenho muito mais para dizer a não ser chamar a atenção para alguns lances que aparecem no vídeo acima.
Braga parece não querer nada com o Golo depois de ter estriado o marcador esta época. O jogador parece precipitado na hora da finalização .
Também Hassan não tem querido nada com o Golo, desperdiçou uma óptima oportunidade de marcar o seu primeiro Golo de bola corrida nesta época. No entanto, no vídeo, percebe-se o desespero do avançado ao ver Ukra afunilar o lance que depois só sobrou para Hassan devido a um ressalto.
Notas para o tema quente da arbitragem:
- Não vejo mal nenhum em falar da arbitragem desde que seja uma acção construtiva e equilibrada.
- É mão clara de Marcelo, ainda tentei ver outra coisa, mas parece ser impossível.
- O arbitro não tem só uma decisão no jogo e não nos podemos amarrar a um único lance.
- O arbitro perdoou 3 expulsões a Jefferson e 1 a Dier e nínguém falou disso a não ser João Gobern ontem no programa trio de ataque (caso Dier).
Jefferson vê amarelo aos 21min por falta pelas costa após ter sido batido por Ukra (penso eu) travando um contra ataque e logo aí protesta agressivamente.
Cerca de 10min depois faz falta após ser ultrapassado por Ukra junto á linha lateral já no último terço do terreno.
Na segunda parte pede um amarelo ao arbitro para um jogador do Rio Ave o que, segundo as regras, dá direito a amarelo a quem o pede.
Dier faz falta á entrada da área para amarelo que lhe é mostrado e acumula a isso protestos também muito duros. (esta ouvi de João Gobern e Jorge Gabriel ficou sem saber que responder)
- Mais do que imaculadas em termos de erros, as arbitragens devem ser coerentes, com critérios equivalentes para as duas equipas (o avançar da bola no último jogo em casa por exemplo).
- Há uma grande falta de respeito pela autoridade do arbitro no futebol. Normalmente as equipas mais pequenas pagam mais caro as afirmações de personalidade dos homens do apito (já aqui falei do caso do andebol onde as decisões também não agradam a todos, mas onde o protesto tem consequências mais graves).

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