Valeu pela entrega que a equipa deu ao jogo.
Depois de vermos um jogo de futebol que nos trouxe tanta amargura, nada melhor do que ver esta equipa de futsal a enfrentar um dos grandes de olhos nos olhos.
Eu só vi a segunda parte da partida, mas pareceu-me evidente que o resultado foi injusto. Infelizmente para o Rio Ave, o Benfica tem o melhor GR que actua em Portugal. Marcão fez 4 a 5 defesas impressionantes, algumas cara a cara com o adversário e foi essa eficácia defensiva que desnivelou o jogo.
Depois de um grande jogo com o Sporting o Rio Ave vinha embalado, mas o Benfica também vinha muito avisado. Na perspectiva de conseguir mais uma surpresa Raul Moreira vez alinhar no 5 inicial:
Vitor Hugo, Coelho, Israel, Formiga e Fábio Lima.
No conjunto o Rio Ave está mais forte, pois ainda sobram Emerson, Teixeira, Rafa e Tiaguinho, Renato e André (utilizados menos vezes) para rodar a equipa. Um colectivo mais forte, capaz de ritmos mais altos e ainda falta o regresso do lesionado Marafona.
Desta maneira o Rio Ave pode lutar de forma diferente dos anos anteriores. Sinto que hoje em dia o Rio Ave já não tem que obrigar certos jogadores, como Israel, a fazer quase todo o jogo. Com os jogadores a descansarem frequentemente o Rio Ave consegue jogos mais espectaculares, pois não congela tanto a bola.
Antigamente os adversários mais fortes procuravam acelerar nas transições e acabavam a vencer-nos no cansaço. Agora têm que nos vencer nos detalhes e nos lances individuais, tal como aconteceu neste jogo.
O Benfica chegou primeiro à vantagem pelos pés de Bruno Coelho logo aos 2min (o mesmo que nos eliminou na época passada na luz). Israel respondeu aos 13min e igualou o resultado. O Benfica não estava para brincadeiras e Paulinho no mesmo minuto fez o 1-2 que durou até ao intervalo.
Na segunda parte o Rio Ave entrou muito mais forte que o adversário e só o tal Marcão, de quem já falei, evitou um resultado humilhante para os visitantes. Depressa o treinador adversário entendeu que a equipa não estava bem e trocou toda a quadra. A equipa melhorou e no mesmo minuto, o 37, fez o 1-4 final por Joel Queiroz e Bruno Coelho (novamente). De facto os portugueses Bruno Coelho e Joel e o japonês Rafael Henmi, que passava por 1, 2, 3 jogadores tal como Marcão foram fundamentais na vitória do Benfica.
Nota ainda para o facto de o Rio Ave não ter usado o 5 para 4. Quando Israel ia entrar (aos 1-3) o Benfica fez o 1-4 e penso que Raul Moreira preferiu proteger a equipa de um resultado mais pesado.
Mas chega de salientar os méritos do adversário, pois o Rio Ave também esteve muito bem e se continuar a jogar assim vamos ser novamente a terceira melhor equipa nacional. Assim podemos continuar a sonhar com uma presença na final e toda esta qualidade será fundamental para cimentar o crescimento do clube na modalidade.
Notas:
- Raul Moreira não usou o 5 para 4 e isso valeu acusações à sua condição de adepto do Benfica por parte se adeptos/sócios do Rio Ave. Ouviram-se todo tipo de frases sobre a vontade ou falta dela que Raul Moreira tinha para vencer o jogo. Em casa, principalmente, o treinador deve evitar estas situações, devia ter colocado o 5 para 4 ainda para mais depois de vir de uma recuperação fantástica no terreno do Campeão Nacional.
- Já vimos muitas vezes toda a equipa de Futsal do Rio Ave a ver os
jogos de Futebol, mas quantas vezes vimos a equipa de Futebol a ver o
Futsal? Nem metade dela! Penso que está na hora de inverter as coisas a
ver se algumas atitudes se alteram.
- Uma atitude muito negativa de um adepto do Benfica que se recusou a devolver a bola que foi para a bancada ao jogador do Rio Ave. Apenas se dignou a exaltar e beijar o emblema da camisola que tinha vestida em provocação ao nosso jogador. Muito mal os árbitros que não quiseram saber da situação, não intervindo de forma alguma, fragilizando o jogador, o jogo, o espectáculo e deixando o fair-play e respeito que tanto ostentam cair por terra (nem por estar escrito num dos placares da federação). Salvo erro o arbitro tem o direito e dever de dar ordem de explosão do recinto aos elementos de segurança do jogo daqueles que impedem o bom desenrolar do encontro.
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