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19 agosto 2014

Rio Ave no Algarve . O que uma camisola faz!

  Como vos havia falado antes, estive num período de férias, que me impediram de escrever e de acompanhar o Rio Ave ao vivo em mais uma final, mas que trouxe algumas experiências interessantes.
  Tudo começou quando eu, em pleno Algarve, decidi sair para o jantar do dia da Supertaça já equipado com a minha camisola do Rio Ave.
  Acho que nunca me tinha sentido tão observado, desde crianças a tentar perceber de quem era a camisola a Benfiquistas já a ficar com receio de ter que aturar um rioavista a noite toda. Foi um orgulho enorme vestir as nossas cores.
  Nem tudo foi bom, porque de todos os buracos sai um benfiquista, o que me fez, a mim e aos familiares rioavistas, estar rodeados de benfiquistas a ver o jogo. Há muito tempo que já não via um jogo no café e a experiência é pior do que estar no estádio rodeado das mesmas pessoas 
  Foi um jogo difícil pela falta de produção da equipa (para mim o Rio Ave, pura e simplesmente, não teve tempo para preparar o adversário que ainda por cima apareceu num esquema diferente das finais anteriores). A certa altura estávamos todos revoltados interiormente pois parecia que estávamos apenas a evitar o inevitável.
  O tempo foi passando, chegamos ao penaltis e o resto também já sabem.
  Após o jogo, fui dar uma volta pelas ruas, embora me apetecesse mais ir para casa, também me apetecia tirar a camisola, mas enchi-me de coragem, lembrei-me dos bons momentos que a equipa nos deram e fui de peito cheio para a Rua.
  Ainda durante o jogo, um miúdo francês que mal pronunciava o nome dizia-me que o Rio Ave ia derrubar o Benfica.
  Após o jogo, na rua, ouvi algumas vezes gritarem o nome Rio Ave (alegria, uma forcinha ou gozo? não sei, mas ouviu-se). Havia alguns risos também, mas não é por acaso que se costuma dizer, quando ganha um grande que não ganhava à muito, que há cheiro a mofo no ar. Quem é adepto das vitórias não percebe o que eu estava a fazer.
  Quase a regressar a casa, pessoas de Braga, um grupo grande, pediram para lhes tirar uma fotografia. Acedi ao seu pedido e trocamos umas palavras. Deram os parabéns e disseram que pusemos o Benfica em sentido. Foi assim que viu quem estava de fora? Para eles foi. 
  Eu retorqui dizendo que devíamos ter feito mais e que tinha sido curto. Um deles disse algo do género: que para o Rio Ave já foi bom chegar ao penaltis, coisa que não deixei passar sem resposta pronta: Não! Temos que jogar para ganhar.

  Para além desta ideia de quem está totalmente de fora ainda fica uma grande vitória do feitos da época passada: Hoje, uma camisola listada verticalmente de Verde e Branco, já não é V. Setúbal, mas sim RIO AVE FC.

2 comentários:

Emanuel Gavina disse...

Muitos não fariam o que fizeste mas é assim que se mostra quem são os verdadeiros Rioavistas.

Renato Sousa disse...

Acho que está a aumentar o número de rioavistas com orgulho em vestir esta camisola. Eu só tinha uma antiga da altura do patrocínio do Recheio que me ficava larga. Desde que comprei duas este ano antes das finais, já não consigo ver um jogo do Rio Ave sem a camisola vestida. Força Rio Ave!