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Link do inquérito: https://forms.gle/fDcKA4DHSAqZSLkk8   Faz parte de um Plano de Markting para o Rio Ave FC que está a ser realizado por ...

04 julho 2019

Cobertura – É preciso refletir e medir bem o investimento


  A Direção falhou… e com estrondo!
  Não há como evitar esta ideia generalizada.
  Foi prometido, foi anunciado e não foi cumprido. E o pior é que tem que se esperar pelo menos mais um ano. Esperar ou desesperar, principalmente para aqueles que apanham chuva. Entende-se.
  O que ão se entende tão bem é o ponto chave do insucesso. O projeto apresentado foi chumbado pelos Técnicos do ISEP, que não garantiram a segurança da estrutura nem o necessário termo de responsabilidade.
  O estranho é a ordem da compatibilização: Primeiro projetou-se e adjudicou-se a solução da cobertura e só depois se verificou a capacidade da estrutura existente. Não faz sentido. Em Reabilitação primeiro tem que se olhar para o que existe e aí partir para a solução. Lamentável.

  Já que o processo vai praticamente reiniciar, penso ser prudente lançar nova reflecção, principalmente porque já se verificou que não é “só acrescentar” uma simples cobertura.
  O Rio Ave vai realizar um investimento forte.
  Fará sentido aumentar os custos da empreitada por forma a compatibilizar esta com uma bancada que também serve de espaço técnico aos funcionários e que se encontra decrépita e degradada?
  Fará sentido construir algo novo “agarrado” a algo velho e que serve mal as atuais necessidades dos clubes moderno?
  Se no futuro se confirmar a necessidade de criar essa tal bancada principal com melhores condições, vamos demolir o investimento que vamos agora realizar?

  É assumido que o estádio não oferece as melhores condições de trabalho. Há pontos em que as pessoas não podem estar de pé, pois batem com a cabeça como na sala de conferências.
  Também é assumido que uma das possíveis ideias de futuro é tornar a Bancada Nascente em bancada principal. Isso “justificaria” o investimento na bancada velha. Contudo não posso discordar mais desta solução. Passa-se a estar de frente para o sol, os acessos são muito mais exíguos e a bancada será mais fustigada pela chuva em dias de vento. Com um estádio semi-novo, a cara principal do clube seria a parte velha? Não me parece ser este o caminho.

  Em alternativa propunha o estudo de uma solução de cobertura com novas fundações, que envolva a bancada existente. Algo semelhante ao exposto nas imagens abaixo.
  Esta solução poderia permitir o desmonte parcial da cobertura e a sua posterior remontagem no dia em que se queira mexer na bancada (demolir e construir, expandir ou remodelar). Isto poderia permitir aproveitar a nova solução incorporando-a numa nova e moderna bancada.
Projeto da nova cobertura do Estádio Municipal de Angra do Heroísmo - fonte:PE - Projetos de Engenharia

  Há também que ponderar a hipótese da construção de um edifício anexo ao estádio capaz de conferir as corretas condições administrativas e de trabalho (sem ginásios e consultórios de vãos de escada).

  Não publico esta análise, para condenar a solução que conhecemos classificando-a de financeiramente ruinosa. De todo! Isso seria irresponsável, já que não estou na posse dos estudos necessário. Mas penso que é necessário refletir, e numa altura em que se vai realizar um forte investimento será necessário pensar o clube a 20 anos e não a 5 ou 10.

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