A Direção falhou… e com estrondo!
Não há como evitar esta ideia generalizada.
Foi prometido, foi anunciado e não foi cumprido. E o pior é
que tem que se esperar pelo menos mais um ano. Esperar ou desesperar,
principalmente para aqueles que apanham chuva. Entende-se.
O que ão se entende tão bem é o ponto chave do insucesso. O
projeto apresentado foi chumbado pelos Técnicos do ISEP, que não garantiram a
segurança da estrutura nem o necessário termo de responsabilidade.
O estranho é a ordem da compatibilização: Primeiro
projetou-se e adjudicou-se a solução da cobertura e só depois se verificou a
capacidade da estrutura existente. Não faz sentido. Em Reabilitação primeiro
tem que se olhar para o que existe e aí partir para a solução. Lamentável.
Já que o processo vai praticamente reiniciar, penso ser
prudente lançar nova reflecção, principalmente porque já se verificou que não é
“só acrescentar” uma simples cobertura.
O Rio Ave vai realizar um investimento forte.
Fará sentido aumentar os custos da empreitada por forma a
compatibilizar esta com uma bancada que também serve de espaço técnico aos
funcionários e que se encontra decrépita e degradada?
Fará sentido construir algo novo “agarrado” a algo velho e
que serve mal as atuais necessidades dos clubes moderno?
Se no futuro se confirmar a necessidade de criar essa tal
bancada principal com melhores condições, vamos demolir o investimento que
vamos agora realizar?
É assumido que o estádio não oferece as melhores condições
de trabalho. Há pontos em que as pessoas não podem estar de pé, pois batem com
a cabeça como na sala de conferências.
Também é assumido que uma das possíveis ideias de futuro é
tornar a Bancada Nascente em bancada principal. Isso “justificaria” o
investimento na bancada velha. Contudo não posso discordar mais desta solução.
Passa-se a estar de frente para o sol, os acessos são muito mais exíguos e a
bancada será mais fustigada pela chuva em dias de vento. Com um estádio
semi-novo, a cara principal do clube seria a parte velha? Não me parece ser
este o caminho.
Em alternativa propunha o estudo de uma solução de cobertura
com novas fundações, que envolva a bancada existente. Algo semelhante ao exposto nas imagens abaixo.
Esta solução poderia permitir o desmonte parcial da cobertura e a sua posterior remontagem no dia em que se queira mexer na bancada (demolir e construir, expandir ou remodelar). Isto poderia permitir aproveitar a nova solução
incorporando-a numa nova e moderna bancada.
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| Projeto da nova cobertura do Estádio Municipal de Angra do Heroísmo - fonte:PE - Projetos de Engenharia |
Há também que ponderar a hipótese da construção de um
edifício anexo ao estádio capaz de conferir as corretas condições
administrativas e de trabalho (sem ginásios e consultórios de vãos de escada).
Não publico esta análise, para condenar a solução que
conhecemos classificando-a de financeiramente ruinosa. De todo! Isso seria
irresponsável, já que não estou na posse dos estudos necessário. Mas penso que
é necessário refletir, e numa altura em que se vai realizar um forte
investimento será necessário pensar o clube a 20 anos e não a 5 ou 10.


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