O Rio Ave tem novo Diretor Geral! Ou tem, de novo, Diretor
Geral.
Se é verdade que André Vilas Boas foi promovido a quando da
saída de Miguel Ribeiro para o Famalicão, não será menos verdade que André
Vilas Boas talvez ainda não esteja preparado para assumir uma função tão
importante nos meandros do futebol português, uma vez que ainda é novo nessas
andanças. Aparentemente criou-se um vazio que se entendeu agora encerrar.
Marco Carvalho foi agora promovido a Diretor Geral e André
Vilas Boas foi "concentrado" no papel de Diretor Desportivo.
Marco Carvalho tem competências para a função?
Quem sou eu para o contrariar.
1º - Não conhecemos as competências e poderes definidos pelo
Presidente da SDUQ para a função.
2º - Não conhecemos as competências que Marco Carvalho tem
para a função pois não trabalhamos com ele diariamente.
3º - O trabalho que realizou na comunicação parece-me muito
interessante. Demos um salto muito grande. Infelizmente muitas vezes e sobre
muitos temas importante a informação é incompetente ou nula. Mas reconheçamos:
Será incapacidade ou estratégia? Será incapacidade ou ordens superiores?
Neste momento avaliar a escolha de Marco Carvalho é pura
futurologia. Com a informação que temos só poderemos avaliar esta escolha no
futuro depois de algum trabalho realizado.
Sobre o novo Diretor de Comunicação também não podemos
adiantar muito. O escolhido é Vítor Ramos e vem do Tondela. O que sabemos? O
Tondela tem comunicado bem nos últimos tempos, tem apresentado rasgo e
criatividade, à nossa semelhança, e o escolhido é um dos responsáveis pela
celebre “Dupla conferência de imprensa Pós Jogo” em Tondela.
Com dois dos protagonistas desta celebre iniciativa eu reitero
uma sugestão/pedido da altura. Faça-se desta iniciativa tradição com o Rio Ave.
Que todos os nossos adversários sejam convidados (que seja pública a
iniciativa) e que aceitem os que queiram aceitar e que recusem os que queiram
recusar.
No meu entender não há motivo nenhum para não se fazer. É
tempo de antena que cai nos dois emblemas. É a redução da disparidade de
atenção que as equipas têm. É a inibição da crítica pela crítica sem respeito
pelo adversário. É a hipótese de se falar mais de futebol com os dois
“criadores” do jogo. É a hipótese de fazermos
diferente e com uma marca de qualidade.
Mudanças na estrutura acompanhadas de demissões não são
agradáveis. Diria que depois de François esta é a demissão mais “mediática”
do Clube. A falta de posição clara e inequívoca, principalmente da parte de
quem sai (aí reside a obrigação de explicar a quem os elegeu os seus
motivos), origina rumores e sobretudo desconfiança. Infelizmente em Portugal
usa-se e abusa-se da justificação “motivos pessoais” e tal como o com “o Pedro
e o Lobo”, páginas tantas já ninguém se acredita.
Podemos estar perante lutas de puder, podemos estar perante
ideias para o futuro distintas e podemos estar perante questões pessoais que
justificam a saída das pessoas: carreiras pessoais, melhores propostas na mesma
ou noutra área, novos afazeres que reduzam a disponibilidade para o Clube e claro, o cansaço ou o tempo para a família.
O facto de estarmos perto de um novo ciclo eleitoral e de há
muito tempo se falar de uma oposição que, para o público em geral, como eu,
ainda é uma sombra, é outro ponto que pesa e desestabiliza.
São muitos os possíveis motivos. Reitero que para dissipar
confusões, devem ser aqueles que saem, os primeiros a justificar claramente a
sua posição.
Resta-nos dar valor à palavra das pessoas, aceitar o direito à sua privacidade e ser mais rápido a acreditar do que a criar/alinhar em teorias.


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