02 julho 2019

Novo Diretor Geral – Novo Diretor de Comunicação - Demissões?

   O Rio Ave tem novo Diretor Geral! Ou tem, de novo, Diretor Geral.
  Se é verdade que André Vilas Boas foi promovido a quando da saída de Miguel Ribeiro para o Famalicão, não será menos verdade que André Vilas Boas talvez ainda não esteja preparado para assumir uma função tão importante nos meandros do futebol português, uma vez que ainda é novo nessas andanças. Aparentemente criou-se um vazio que se entendeu agora encerrar.

  Marco Carvalho foi agora promovido a Diretor Geral e André Vilas Boas foi "concentrado" no papel de Diretor Desportivo.
  Marco Carvalho tem competências para a função?
  Quem sou eu para o contrariar.
   1º - Não conhecemos as competências e poderes definidos pelo Presidente da SDUQ para a função.
   2º - Não conhecemos as competências que Marco Carvalho tem para a função pois não trabalhamos com ele diariamente.
  3º - O trabalho que realizou na comunicação parece-me muito interessante. Demos um salto muito grande. Infelizmente muitas vezes e sobre muitos temas importante a informação é incompetente ou nula. Mas reconheçamos: Será incapacidade ou estratégia? Será incapacidade ou ordens superiores?
Neste momento avaliar a escolha de Marco Carvalho é pura futurologia. Com a informação que temos só poderemos avaliar esta escolha no futuro depois de algum trabalho realizado.

   Sobre o novo Diretor de Comunicação também não podemos adiantar muito. O escolhido é Vítor Ramos e vem do Tondela. O que sabemos? O Tondela tem comunicado bem nos últimos tempos, tem apresentado rasgo e criatividade, à nossa semelhança, e o escolhido é um dos responsáveis pela celebre “Dupla conferência de imprensa Pós Jogo” em Tondela.
  Com dois dos protagonistas desta celebre iniciativa eu reitero uma sugestão/pedido da altura. Faça-se desta iniciativa tradição com o Rio Ave. Que todos os nossos adversários sejam convidados (que seja pública a iniciativa) e que aceitem os que queiram aceitar e que recusem os que queiram recusar.
  No meu entender não há motivo nenhum para não se fazer. É tempo de antena que cai nos dois emblemas. É a redução da disparidade de atenção que as equipas têm. É a inibição da crítica pela crítica sem respeito pelo adversário. É a hipótese de se falar mais de futebol com os dois “criadores” do jogo. É a hipótese de fazermos diferente e com uma marca de qualidade.
  
  Mudanças na estrutura acompanhadas de demissões não são agradáveis. Diria que depois de François esta é a demissão mais “mediática” do Clube. A falta de posição clara e inequívoca, principalmente da parte de quem sai (aí reside a obrigação de explicar a quem os elegeu os seus motivos), origina rumores e sobretudo desconfiança. Infelizmente em Portugal usa-se e abusa-se da justificação “motivos pessoais” e tal como o com “o Pedro e o Lobo”, páginas tantas já ninguém se acredita.
  Podemos estar perante lutas de puder, podemos estar perante ideias para o futuro distintas e podemos estar perante questões pessoais que justificam a saída das pessoas: carreiras pessoais, melhores propostas na mesma ou noutra área, novos afazeres que reduzam a disponibilidade para o Clube e claro, o cansaço ou o tempo para a família.
  O facto de estarmos perto de um novo ciclo eleitoral e de há muito tempo se falar de uma oposição que, para o público em geral, como eu, ainda é uma sombra, é outro ponto que pesa e desestabiliza.
  São muitos os possíveis motivos. Reitero que para dissipar confusões, devem ser aqueles que saem, os primeiros a justificar claramente a sua posição.
  Resta-nos dar valor à palavra das pessoas, aceitar o direito à sua privacidade e ser mais rápido a acreditar do que a criar/alinhar em teorias.

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