Que nervos de jogo!!!
Um dérbi é um dérbi e este foi mais um dos bons. Este é um daquele jogos que acontecem em Portugal e que apenas diferem na magnitude no que toca ao números de adeptos envolvidos, porque as emoções estão lá todas.
Este jogo tinha tudo para ser escaldante e perigoso. abaixo dos 4 primeiros as coisas estão muito emocionantes e equilibradas, prova disso é o facto desta vitória ter tirado o Rio Ave da linha de água passando para o 6º lugar enquanto a derrota do Póvoa valeu-lhes a saída do grupo que dá acesso aos play-off, passando de 5º para 9º classificado.
O Rio Ave entrou em campo com um 5 fora do habitual. Raul Moreira surpreendeu o adversário ao lançar em campo as emoções vilacondenses. O mister apostou em:
Vitor Hugo, Coelho, Israel, Fábio Lima e Renato Pontes
A equipa entrou bem em campo, sentiram o peso da partida, mas encararam muito bem a responsabilidade a meu ver. Penso que o maior volume de pessoas no Pavilhão fez os jogadores perceberem rapidamente o que se passava.
O Golo que vimos de Coelho apareceu logo no 1º minuto da partida após um canto, mas ao contrario do que podia ter acontecido a equipa não embalou para uma Goleada.
Como o habitual, a par do que tem acontecido no futebol, a equipa adversária chegou a Vila do Conde para jogar no erro. O Póvoa demorou a sentir-se confortável no jogo e não quis logo discuti-lo taco a taco, mas mesmo assim não nos poupou a alguns sustos. Uma equipa bem mais jeitosa do que o que podíamos pensa. O Póvoa é recém promovido e pelo que vi Cristiano que era nosso suplente é uma das figuras da equipa. Aliás Cristiano foi uma verdadeira dor de cabeça ao interceptar muitos passes e a criar contra-ataques.
Conseguiram ambas as equipas, com a ajuda dos seus GR levar o resultado para o intervalo.
Logo no arranque da segunda parte, mais uma vez no 1º minuto, Fábio Lima ampliou a vantagem. Estava feito o 2-0, ma a emocionante segunda parte estava só a começar.
O Póvoa arriscou mais e o Rio Ave depressa (bem ajudado pelos árbitros) chegou à 5ª falta. Falta essa cometida por Fábio Lima (falta desnecessária), mas que ocorre depois de mais uma vez o árbitro não marcar uma falta a nosso favor.
Essa falta coincidiu com o pedido de descontos do Póvoa para preparar o 5 para 4. Esse desconto coincidiu com a expulsão de Renato Pontes. Renato, como capitão foi tentar perceber porque é que o arbitro não tinha marcado a falta e tinha marcado a outra. O arbitro mandou-o para o banco e depois de ele já estar a ouvir Raul Moreira aparece o arbitro do outro lado para o expulsar. Curioso/coincidência ou não, o mesmo arbitro que lhe tinha dado um amarelo por protestos que eu não consegui descortinar. (Renato tinha sofrido falta queixou-se e voltou para a defesa. O árbitro aproveitou a saída da bola para amarelar o jogador.)
Felizmente Renato Pontes não estava em campo pelo que não ficamos com menos um em campo, mas infelizmente o atribulado tempo de desconto valeu ao Póvoa mais concentração e um Golo logo no reatar do encontro.
Em Portugal as equipas não tem o nível de profissionalismo que eu penso ser necessário para jogar num 5 para 4 treinado em condições (não há horas de treino para isso) e foi o que traiu os forasteiros:
Primeiro - o treinador adversário guardou o melhor jogador no banco, Jefferson ex Braga/AAUM (a contratar - muito bom nos lances individuais, coisa que nos falta), pois era ele que assumia o lugar o GR no ataque (assim só entrava quando o Póvoa se estabilizava no nosso meio campo).
Segundo - o erro surgiu e para travar o contra-ataque do Rio Ave o jogador do Póvoa foi expulso. Quando um jogador que está em campo é expulso a equipa vê-se com menos 1 durante 2min ou menos caso o adversário marque um Golo
A faltar 2:03min para o final, o Rio Ave apanhou-se a jogar contra 4 e percebeu-se que estavam a gerir a vantagem. Os adeptos queriam marcar o mais cedo possível, mas também se entende a ideia de marcar só no fim ou perto, não deixando tempo para resposta. Foi preciso o Póvoa com menos 1 ainda conseguir perigar a nossa baliza para os jogadores acordarem para o Golo. Esse veio pelos pés de Fábio Lima aos 39min.
No final Israel ainda falhou um golo feito. Preferiu entrar com a bola dentro da baliza em vez de a passar (bastava) para a baliza.
Nota:
Para esta qualidade na comunicação do Póvoa. Todos os jogos, incluindo formação, são dignos de resumo.
Há muito tenho esta ideia na cabeça e até tenho um projecto na gaveta, e penso que o Rio Ave devia pensar numa coisa destas. Reparem que dão espaço aos patrocinadores, uma prenda aos adeptos, e até cativam novos sócios.
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