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11 fevereiro 2014

OS maus resultados das politicas sociais do Rio Ave

  - É jogadores que se esquecem dos adeptos e uma direcção que ainda não os alertou
  Já antes tinha falado disto e nem assim as coisas mudaram.
  Na segunda parte assisti a um grande esforço da equipa do Rio Ave. Senti que os jogadores fizeram tudo o que podiam e como tal fiquei a aguardar a sua saída para os retribuir com aquilo que podemos: Um merecido aplauso. Dos jogadores houve apenas um ou dois que retribuiu o gesto.
  No entanto, também devido à presença infeliz da claque de Arouca no nosso meio, os adeptos puxaram como nunca nos últimos tempos pelo Rio Ave (acredito que muito provocados pela ânsia de calar os forasteiros). O estádio esteve num ambiente muito bom e no final eu não era o único a reforçar o apoio a uma equipa que tem uma meia-final difícil agendada para a próxima semana, mas mais uma vez ninguém quis reforçar os laços entre adeptos/sócios e profissionais promovendo um Clube.
 
  - É uma direcção que põe os nossos nomes numa tela, mas depois nos oferece insegurança nas bancadas
  De facto este caso não é novo, mas desta vez as coisas correram mesmo mal. Já por várias vezes vimos no meio dos sócios do Clube adeptos forasteiros (por vezes até entram com um cartão dos nossos), mas o que nunca tínhamos visto era uma claque inteira onde a nossa só entra se estiver a chover. Este fim de semana houve conflitos.
  A Liga obriga a emitir bilhetes para aquela bancada? (eu só espero que isto não tenha nada a ver com os joguinhos dos lobbies que querem tirar Figueiredo do lugar)
  Então temos que pensar no problema de maneira diferente. Quantos sócios cativos tem o Rio Ave?
  Eu tenho prestado atenção e são muito poucos os cartões que sobem aquela bancada central, mas muitos são os convites. 
  A diferença entre quotas é 6€ para homens e 8€ para mulheres, o que é muito para uma pessoa e muito mais para uma família, mas uma quantia irrelevante para o clube. 
  Então porque não acabar com a bancada central, passando tudo para coberta e reservar uma parte da bancada coberta para esses tais bilhetes e emissão obrigatória?
  Resolvia-se o problema deste fim de semana e acabaria-se com o diferente e vergonhoso tratamento entre sócios e convidados: Então quem paga todos os meses as suas quotas por amor ao Clube e porque quer ser parte dele é empurrado para um dos topos enquanto outros SRs convidados, que vão quando querem e não pagam têm direito a estar na central?
  Se há lá familiares, jogadores e ex-jogadores do Rio Ave (que até concordo com o convite), também o Rio Ave é na sua base um clube muito familiar.
  Por fim, convites até se aceitam, mas as pessoas têm que ser realmente convidadas e não devem ser dados convites a quem os pede. Nunca um convidado deve ter melhor recepção que um sócio. Um convidado provavelmente "não volta", mas não se perde nada, mas se continuarmos a perder sócios a este ritmo perdemos o Rio Ave.
 
  - É uma direcção que ou muito me engano tem perdido adeptos. Podemos ter sócios novos, mas desconfio que perdemos antigos - Veja-se os camarotes que as pessoas têm para ir ver os jogos com os grandes.
  Os camarotes estão vazios. Não os vejo nem um pouquinho mais cheios apesar dos resultados. As suas condições são más e o vazio não os torna um lugar acolhedor.
  Quando há grandes os camarotes enchem muito mais. Não está na altura de retirar esses camarotes a quem os tem? O Rio Ave tem que ser dos rioavistas.
  Os sócios no geral, os mais antigos não se revêem no clube, mas aqui entramos noutras contas. Só quem tem os números é que os conhece, mas parece evidente para todos que há menos gente no estádio. Felizmente muitos serão os tais "bi-adeptos" e por isso menos mal, ainda assim o trabalho dos responsáveis era moldar esses "bi-adeptos" em adeptos do Rio Ave. Contudo também há aqueles que se sentiram insultados/ofendidos na sua condição de sócio e que infelizmente dificilmente voltarão ao clube num futuro próximo.
 
  - É uma direcção que diz querer apoiar uma claque jovem, mas só se ela for constituída por um número ridiculamente grande de adeptos.
  Esta é uma questão muito antiga. Não é nada contra a claque existente, apenas será consensual que uma claque jovem poderá ter um papel importantíssimo na angariação de rioavistas e na integração dos mesmos no Clube.
  No entanto, depois de muitos interessados lá houve a aprovação da direcção, mas sobre uma condição. Logo de inicio me pareceu que 100 sócios era um número gigante. Olhando à última assistência no estádio (1183 - já nem metade dos sócios vai ao estádio), retiramos de forma redonda 83 adeptos adversários e convidados e ficamos com 1100. 100 sócios serão cerca de 9% dos presentes no último jogo. Se pensarmos que há actualmente apenas 50 sócios (sendo generoso) interessados em ingressar a claque, seriam necessários mais 50, o que no final significaria um aumento da assistência de cerca de 4%. É um número tão fantástico como irrealista.
  Por falar em assistência, ou muito me engano ou na próxima quinta temos mais uma fraca assistência. Já estamos na cauda em termos de assistência aos jogos apesar de sermos os únicos a acompanhar Benfica, Porto e Braga nas 3 frentes.
 
  - É uma direcção extremamente competente nos resultados desportivos e financeiros, mas que carece de elementos capazes de entender o que é ser adepto do Rio Ave e as suas necessidades.
  Há pelo menos três blogues bem activos na Internet. No total trazem a público a opinião de pelo menos 8 pessoas. São 8 pessoas que não cobram e que fazem esta actividade para que haja mais Rio Ave todos os dias, haja mais informação, haja mais perfeição e haja mais união.
  A direcção do Rio Ave para ter uma ideia de como vão os rioavistas só tem que ler o que escrevemos e os comentários que ecebemos. Eu vi pelo menos duas pessoas dirigirem-se a António Silva Campos no final do jogo (ainda de que forma provavelmente incorrecta), mas não vi de forma alguma vontade do presidente em atender e dialogar com essas pessoas de forma a perceber as suas inquietações e lhes dar uma justificação. E mesmo até agora o Rio Ave ainda nada disse.
  X sócios e X/2 sócios no estádio deviam ser um sinal de alarme para a direcção, mas nem em segurar os que cá estão parece residir uma preocupação da direcção.
  Certamente que devido àquele episódio do passado domingo, pelo menos um sócio não vai ao próximo jogo e talvez não vá a mais nenhum. O Rio Ave tem a obrigação de pensar nesse(s) sócio(s) e de fazer algo para o(s) trazer de volta. Não é difícil porque ele(s) ama(m) o Clube.
 
Antigamente dava 4 a esta direcção. Os resultados estavam a melhorar e passei a dar 3.5. Hoje, depois do episódio de domingo e das não reacções do Rio Ave já estou perto do 3. Se isto não não chega para chamar a atenção para o problema, então o que será preciso?

1 comentário:

s.oliveira disse...

já vi sócios, que não são bloguistas, nas AG reclamarem com a Direcção sobre alguns dos assuntos que tocaste.

esses temas não estão escritos nos blogues, estão nas ACTAS das AGs.