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17 maio 2014

Um percurso – Um sonho – Assim se descreve o caminho até ao Jamor



  3ª eliminatória: Esperança de Lagos 0 – 3 Rio Ave:
  Foi um jogo tranquilo, bem jogador pelas duas equipas e onde Nuno rodou o plantel. O Esperança, apesar de vir de divisões muito inferiores, não se fechou e proporcionou um bom espectáculo. Felizmente para o Rio Ave, assim foi mais fácil resolver o jogo e tudo aconteceu com alguma tranquilidade. Tarantini e Vilas Boas marcaram de bola parada nos primeiros 20 minutos. Depois Nuno Lopes fez o último.

  4ª eliminatória: Rio Ave 4 - 2 Sertanense:
  Este foi um dos jogos mais complicados para os adeptos do Rio Ave. Cedo nos colocamos em vantagem e com tudo para uma goleada calma, mas na segunda parte algum desleixo relançou o Sertanense no jogo que de repente já só estava a 2 Golos com os ferros a evitar males maiores. Felizmente para o Rio Ave tudo correu pelo melhor. Em mais uma equipa com rotação de jogadores marcaram Tarantini, Braga, Hassan e Del Valle nas quase únicas oportunidades de Golo. Para o Sertanense marcaram Traquina e Renato Silva.

  Oitavos-de-final: Rio Ave 1 – 0 V. Setúbal:
  O Setúbal que defrontamos não era o Setúbal que hoje vemos. Era uma equipa em reconstrução, mais fraca e que levou a jogo um plano mais defensivo na esperança de poder explorar eventuais erros. Foi o jogo do “abre-latas” e só se abriu aos 90+2 de penalti. O Setúbal defendeu bem e com o passar do tempo, encurralados, apostaram em levar o jogo a prolongamento e quem sabe até a penaltis. O Rio Ave esteve por cima sempre, criou perigo e só incompetência nossa e competência de Kieszek adiaram o desfecho final. O Golo foi de Ukra.

  Quartos-de-final: Rio Ave 1 – 0 Académica:
  Este terá sido o jogo mais equilibrado, mas nivelado por baixo (é verdade que o mau estado do relvado naquela altura não ajudava ninguém). Não houve muitas oportunidades flagrantes, o Rio Ave apostava no controlo do jogo e a Académica explorava a velocidade de Agra e Ivanildo. O jogo deu na TV e todos se devem lembrar do lance que deu o Golo do Rio Ave: Ricardo alivia mal como o pé menos bom e a bola acaba nos pés de Braga que remata do meio campo. Foi um jogo especial para os adeptos pela passagem à meia-final e pela vitória sobre três jogadores formados no rival de sempre - Varzim.

  As meias-finais foram a duas mãos. No primeiro: Braga 0 – 0 Rio Ave:
  Este foi o jogo menos à imagem do Rio Ave. Foi um Rio Ave subjugado que teve que apostar no contra-ataque para derrubar o adversário. Na segunda parte ficamos a jogar com 10 por expulsão de Rúben Ribeiro e aqui vimos o ponto forte do Rio Ave em acção. Até então e mesmo depois apenas sofremos dois Golos do Sertanense e na Pedreira o Rio Ave teve que serrar os dentes. A segundos do fim houve um remate ao poste, um azar que fez acreditar.

  No segundo jogo: Rio Ave 2 – 0 Braga:  
  Este está mais fresco na memória de todos. No jogo do acesso ao Jamor a vontade de todos era ganhar, mas também provar a todos que esta época o Rio Ave era superior ao Braga (estava atravessada na garganta a tentativa nos tirarem o mérito da presença na final da Taça da Liga dizendo que foram “roubados”). Penso que o Rio Ave conseguiu esse objectivo, foi superior em todos os momentos e sectores. O Braga dificultou, assustou, mas sempre refém das bolas paradas e até aí o Rio Ave levou a melhor. Ukra de livre na primeira parte e Rúben Ribeiro na segunda marcaram na meia-final.
 
  Agora 30 anos depois estamos de regresso ao Jamor. Penso que já conseguimos muito, mas ao ver este grupo de trabalho em campo acredito que eles querem tudo. O adversário é o Benfica, o que só dificulta as coisas. O Benfica é actualmente a melhor equipa portuguesa e a equipa que melhor se dá com o tradicional jogo do Rio Ave.
  Face aos 4-0 do campeonato, muitos pensarão que o Benfica vai ter vida fácil. É possível que sim, nos últimos dois anos sofremos 16 Golos e marcamos 2, mas na Taça este ano marcamos 11 Golos e sofremos apenas 2. Com estes números e por ser na Taça acredito que haja uma vontade extra dos nossos jogadores reequilibrarem as contas. Em casa é renhido e fora o descalabro.
  Em campo neutro, na Taça da Liga, vi um jogo equilibrado com o Rio Ave perto do Golo. Esse jogo resolveu-se nas bolas paradas onde o Benfica foi superior. Depois em vantagem o Benfica defendeu com posse de bola e passes seguros. Virar um jogo contra o Benfica é difícil, por isso marcar primeiro é um passo importante.
  A favor do Rio Ave ainda há os acontecimentos do ano passado e o calendário exaustivo do Benfica.
  O Rio Ave terá que alterar em algo a sua forma de jogar, ou melhor dizendo, terá que ter outro plano de jogo para quando o Benfica invadir o meio campo adversário em pressões altas dificultando a saída de bola.
  O Rio Ave está a fazer uma boa época e tem que confiar nas suas qualidades. A equipa tem que estar concentrada, tem que e tem tudo para estar tranquila e acima de tudo tem que desfrutar do jogo.
  Para finalizar, fazendo minhas as palavras do nosso treinador, resta dizer que: «Temos a convicção absurda de que podemos ganhar todos os jogos»

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